domingo, 21 de novembro de 2010

POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL


Por: Marcelo Xavier Travassos

UMA REFLEXÃO
(Unidade II – Fórum 2)


Lançando um olhar contemporâneo sobre as políticas educacionais no país, podemos observar que existe um pensamento quase que socialista, em seu tratamento, ou seja as ideias centrais da legislação que rege a educação no Brasil, nos leva a uma convergência neo-liberal, a exemplo a própria LDB(93.94/96), que no seu cerne tem como base um tratamento social em primeiro plano, deixando as questões de ordem acadêmica, e nisso me refiro ao conhecimento, em segundo plano.
Hoje vivemos numa indecisão entre ensinar e educar, entre transmitir o conhecimento ou compreender e conviver com o comportamento social dos nossos educandos.
Um bom exemplo são os inúmeros projetos lançados pelos Governos das três esferas constitucionais, União, Estado e Município, em tentar acabar o analfabetismo: EJA, PAV, A Caminho da Cidadania, Acertando o Passo entre outros.
Outro bom exemplo tem partido do governo federal, ao lançar uma campanha em âmbito nacional, de colocar um laptop, para cada aluno, nos próximos anos, trazendo para dentro das escolas novas TIC´s:

“Atentos à crescente demanda pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação em sala de aula, o Governo Federal vem construindo, com a ajuda da comunidade acadêmica, espaços virtuais na internet que objetivam auxiliar a prática pedagógica no país, bem como servir de ponto de pesquisa para os alunos. Entre os projetos podemos destacar o Portal Domínio Público, o site Objetos Educacionais, a Rede Interativa Virtual de Educação e o Portal do Professor.”(CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros Guimarães(org.). Mód.18: Tecnologias Contemporâneas na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010.p.41)


            Essa situação pode ser vista na PROUCA nº 12.249, de 10 de junho de 2010, que trata, entre outros assuntos, da criação do Programa Um Computador por Aluno - PROUCA e institui o Regime Especial de Aquisição de Computadores para Uso Educacional – RECOMPE.
            Para maiores detalhes acesse o link:



CONSIDERAÇÕES FINAIS


Indubitavelmente existe realmente um investimento, bastante voluptuoso em torno da aquisição de equipamentos de informática e materiais pedagógicos e tecnológicas, para as escolas.
            Porém existe, muito pouco investimento na aplicação de recursos humanos, em termos de fomentar o uso dessas TIC´s, junto ao quadro de pessoal que fica à frente do sistema educacional.
            Se colocarmos lado a lado, quando foi investimento em aperfeiçoamento(cursos de capacitação) e aquisição dessas TIC´s, com certeza o segundo investimento vencerá.
            Não estou sendo contra os investimentos, eles são necessários, mas deve-se fazer um estudo mais aprofundado, junto aos professores, que serão os principais atores nesse processo de ensinar, para saber se eles estão realmente preparados para aceitar, compreender e aplicar o uso desses investimentos, caso contrário, será novamente, mais uma boa ideia, transformada em mero conto de fadas.

Pensamento Coletivo

"Pierre Lévy é um dos mais influentes filósofos da atualidade que trabalha a questão da cibercultura e da inteligência coletiva. É um otimista das novas tecnologias de comunicação e acredita que a humanidade, pelo fenômeno da popularização da Internet, caminha para a construção de um novo espaço antropológico, o espaço do saber, no qual todos os seres humanos estarão interligados em tempo real pela Internet. Neste espaço, a inteligência, entendida como dimensão que constitui o ser humano, será o centro das relações. Com pretensão universal, mas não totalitária, a Internet é a nova escrita, a qual possibilita uma interligação dos seres humanos e de seus conhecimentos. Assim nasce o pensamento da inteligência coletiva de Pierre Lévy que se fundamenta no reconhecimento de que, cada ser humano sabe alguma coisa, mas ninguém sabe de tudo, e ao mesmo tempo, todo o conhecimento está presente na humanidade. Por isso, a inteligência coletiva é uma inteligência de liberdade, de não totalitarismo, que valoriza cada ser humano e compreende em si os saberes de todos, em busca de uma aproximação do saber absoluto, para a partirdaí tentar resolver melhor os problemas da humanidade." (ANJOS, Ideylson da Silva Vieira. Introdução ao Pensamento de Inteligiência Coletiva)

Vídeo de uma entrevista sobre o tema tratado.

Postagem: Prof. Marcelo Xavier Travassos

A FILOSOFIA NA ARTE

Por: Marcelo Xavier Travassos

Breve Reflexão


Escrevo este artigo, após a apresentação ocorrida no último encontro presencial, do curso de Artes Visuais, da UNIMONTES, com pólo em Unaí. Onde o grupo do cursista: Thiarley, passou um vídeo da TV Escola: Isto é Arte?, Onde o filósofo: Celso Favaretto, tentava demonstrar o conceito de Arte. Lembro-me bem da seguinte frase, que ele disse: “muita obra moderna é um belo horror!”. Ele se fundamenta no pensamento que: “de modo geral há uma concepção de Arte e uma imagem da Arte pelo artista fixado pela tradição romântica, que identifica obra, como obra prima. Obra prima, que tá no museu. Nisso ele define que obra prima, esta dentro de uma categoria muito específica, que se chama: BELEZA, no que se refere a Harmonia, perfeição, acabamento, unicidade...”. Ele também coloca que a Arte é histórica e social, o gosto não é eterno, mas sim histórico. Relata também da transição da arte que precede o séc. XIX, para a contemporaneidade.
Por fim ele deixa claro que na Arte não existe mais distinção entre o belo e o feio, ambos tem o seu devido lugar dentro do tempo e que ela sofreu as seguintes mudanças:
·         Mudança do Conceito de Arte;
·         Mudança da figura do Artista;
·         Mudança na Apresentação Social da Arte.

A seu ver a Arte portanto é “a experiência da delicadeza, das nuance-as,” de modo que o observador possa perceber outras coisas, além do que está vendo.
Caso você se interesse pelo vídeo eu o postei no meu blog:
E é a partir deste vídeo que resolvi escrever este artigo, onde iremos tratar da visão do PENSAR A ARTE DENTRO DA ARTE, através da Filosofia.



1 O SENSO E O SENSÍVEL


Como vimos anteriormente, nem todo o discurso sobre a beleza da arte é também um belo discurso. A filosofia sempre teve dificuldade de lidar com o belo artístico, pois ele parece pertencer exclusivamente ao domínio do gosto individual e é certo que “gosto não se discute”. Afinal, como fazer uma investigação sobre um objeto que não se deixa traduzir na forma de leis necessárias e gerais?
Sem dúvida foi a partir daí que surgiu o termo “estética”, tendo como origem a expressão aisthesis, que vem do grego e quer dizer: percepção de através dos sentidos e/ou dos sentimentos”, criado pelo alemão Alexander Baumgarten(1714-1762).
Logo a diferença entre a Arte e a Estética, é que a primeira tem como objetivo a condição do observador sentir e não para pensar, apregoando-se no meio social; já a segunda vem com o sentido de uma ciência da sensibilidade, que visa algo que pode se mostrar vago e obscuro.
Um bom exemplo é a escultura de Augeste Rodin (1840-1917) - Escultor Francês. La Danaide, 1889:


Se tocarmos a superfície desta obra prima, nos decepcionaremos ao notar que a figura que parece de carne, quente e cheia de sensualidade, na verdade é de mármore; fria e rígida como a morte. A experiência sensível de um toque pode, portanto, impossibilitar a percepção da obra como uma coisa bela. Eis aí um forte indício de que a fruição da beleza na arte não coincide inteiramente com a mera experiência sensorial, mas exige também a participação do pensamento.
REFERÊNCIA


<http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/>, acessado em:13/11/10, às 08h:49m;
< http://proinfo100h.profmarceloxt.com.br/>, acessado em:13/11/10, às 09h:25m;