sábado, 27 de novembro de 2010

UM BREVE RESUMO DO MÓD. XVIII

Caro acadêmico.
Segue abaixo uma relação de pontos importantes, para você estudar e realizar uma boa avaliação.
Organize seu tempo e faça um horário de estudo. Se precisar, procure sua professora e seu tutor(a). Abrirei um fórum para tirar suas dúvidas.
Grande abraço e bons estudos!
Leonice

As respostas foram produzidas pelo prof. Marcelo Xavier Travassos

 
RESPONDA

1.     Procure definir o conceito de rede.

O termo genérico “rede” define um conjunto de entidades (objetos, pessoas, etc.) interligados uns aos outros. Uma rede permite assim circular elementos materiais ou imateriais entre cada uma destas entidades, de acordo com regras bem definidas.
Rede (em inglês network): Conjunto dos computadores e periféricos conectados uns aos outro. Note que dois computadores conectados constituem por si só uma rede mínima.
Instalação (em inglês networking): instalação dos instrumentos e das tarefas que permitem ligar computadores para que possam partilhar recursos em rede.

            Também podemos dizer que a rede é o espaço comunicacional construído pela conexão entre milhares de computadores do planeta. O termo não se restringe ao conceito apenas da infra-estrutura material que configura a rede(computadores, conexão, internet etc.), mas ampli-ase para todo o universo de informações que ela acolhe, bem como a todos os indivíduos que nela habitam e a alimentam.

Fonte: <http://pt.kioskea.net/contents/initiation/concept.php3>, acessado em 24/11/10, às 18h:09m


2.    Defina de forma ampla Ciberespaço – possibilidades – recursos disponíveis –

Ciberespaço é um espaço de comunicação em que não é necessária a presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento, dando ênfase ao ato da imaginação, necessária para a criação de uma imagem anônima, que terá comunhão com os demais.
Apesar da internet ser o principal ambiente do ciberespaço, devido a sua popularização e sua natureza de hipertexto, o ciberespaço também pode ocorrer na relação do homem com outras tecnologias: celular, pagers, comunicação entre rádio-amadores e por serviços do tipo “tele-amigos”, por exemplo. (JUNGBLUT, 2004; GUIMARÃES JR., 1999).
Também conhecido como Cyberespaço, termo muito comum na ficção científica, possui variações para vários outras denominações referente à Internet, Cyberpoeta, Cyberpunk e outros mais.
            Outra definição seria o conjunto de computadores em rede, somados a todos os sujeitos que estão conectados através de seus computadores e por todas as informações por eles acessadas e produzidas. Dessa maneira, o termo ciberespaço pode ser entendido como uma nova dimensão geográfica. Se surge um novo espaço, e este começa a ser ocupado por sujeitos, consequentemente presenciaremos o nascimento de uma nova cultura, que no caso pode ser batizada de cibercultura.

Origem

O termo ciberespaço foi criado em 1984 por William Gibson, um escritor norte-americano que mudou-se para o canadá, que usou o termo em seu livro de ficção científica, Neuromancer. Este livro trata de uma realidade que se constitui através da produção de um conjunto de tecnologias, enraizadas na sociedade, e que acaba por modificar estruturas e princípios desta e dos indivíduos que nela estão inseridos. O ciberespaço é definido como “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” (LÉVY, 1999, pág. 92). Trata-se de um novo meio de comunicação estruturado.
Fonte: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciberespa%C3%A7o>, acessado em: 24/11/10, às 18h:30m.
             CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.10.

3.     Procure entender a Proposta ou Abordagem Triangular – suas finalidades – e como esta abordagem direciona o ensino de Arte.

A proposta triangular propõe um currículo que privilegie de forma integrada o fazer artístico, a história da e a análise de obras, visando o desenvolvimento integrado dos educandos. Apontam, assim para a democratização do conhecimento da arte, para a construção do conhecimento e, sobretudo, para o rompimento da prática tecnicista que permeia, ainda, o ensino da arte. A partir da proposta Triangular, as atividades de arte na escola passa a ter um significado mais complexo, deixando de  ser uma atividade incompreendida ou mero passatempo. Em síntese, ela se articula nos seguintes vértices:
·         Conhecer Arte: através do estudo da história da arte o educando compreende que a arte se dá em um contexto de tempo e espaço;
·         Apreciar Arte: Estando em contato com objetos artísticos é possível analisa-las desenvolvendo assim as habilidades de ver e sentir. A partir da apreciação, educa-se o senso estético e analítico do aluno, que terá maior habilidade de julgar o universo imagético em que vive;
·         Fazer Arte: o afazer artístico objetiva o desenvolvimento das habilidades para a criação de objetos/imagens expressivas. Fazendo os alunos conscientizam-se das suas capacidades de elaborar imagens, experimentando os recursos da linguagem, as técnicas existentes e a invenção de outras formas de trabalhar a sua expressão criadora.
Portanto a Proposta Triangular, além de apreciar e contextualizar as obras, é importante que os alunos tenham a possiblidade de produzir artisticamente. O fazer artístico significativo representa um encontro consigo. É o momento onde o aluno expressa seus desejos, anseios e posturas diante do mundo.
                                                 

                

         
Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.47/48 e 59.

4.     O que é cultura? O que é cultura digital? Quais competências humanas foram criadas, segundo Lévy, com o conceito de cultura digital?

Cultura: é um conjunto de características humanas, não inatas, que se criam, se estabelecem ou se transformam através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade.
            Cultura Digital: é a fusão entre a cultura popular, mais o ciberespaço. Criando-se um novo paradigma na sociedade, a partir de um novo conjunto de padrões comportamentais impulsionados pela potência simbólica que as novas tecnologias carregam.
            Cibercultura: refere-se ao conjunto de técnicas, práticas, atitudes, condutas, modos de pensar e de valores éticos e estéticos que são construídos juntamente como o ciberespaço.
            As competências, para Lévy:
1.      Interconexão;
2.      Criação de Comunidades virtuais;
3.      Inteligência Coletiva.

CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.10.





5.     O que dizem as pesquisas sobre o uso das Tecnologias de Informações e Comunicação pelos brasileiros. Verifique as estatísticas.

A figura apresenta um comparativo da proporção de indivíduos que já utilizaram um computador na categoria Regiões do Brasil.


            A análise comparativa demonstra que a região Nordeste teve maior aumento, 29%, em relação às demais regiões. Mas de acordo com a Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil 2007 a proporção de domicílios com computador contínua menor nas regiões Norte(13%) e Nordeste(11%), onde se concentram os maiores problemas sociais e a menor renda do país, enquanto nas demais regiões do país ela é quase três vezes maior: 26% na Centro-Oeste, 31% na sul e 30% na Sudeste. A mesma pesquisa mostra que houve “uma intensificação do uso e da posse das tecnologias da informação e comunicação no Brasil, entretanto este acesso continua determinado por fatores socioeconômicos e pelas desigualdades regionais: quanto maior a renda do domicílio e mais rica a região onde ele se encontra, maior o acesso.

Fonte: Santos, Núbia dos Santos Rosa Sanatana, RAPKIEWICZ, Clevi, CORDEIRO, Rogério Avellar Campos e CHÁVEZ, José Ramón Arica. Uma Análise Estatística da Inclusão Digital no Brasil: Avanços do uso de computadores. Campos dos Goytacazes – RJ.







6.     Estude sobre softwares livres. Conceitos – importância – exemplos de softwares livres – posição do governo Brasileiro sobre softwares livres – licença de softwares livres – tipos.

Diferença entre Software Livre e Software Proprietário: ambos possuem o código fonte, mas no software livre, temos acesso ao código fonte.
Software Livre: é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição.
Software: é a parte lógica do computador, é o programa feito por um ou mais desenvolvedores para executar uma ou várias funções. Teoricamente, qualquer pessoa com conhecimento, pode escrever um programa de computador. Ex: Windows, CorelDraw, Gimp, Gcompris.
Software Livre: é o programa de computador que obedece quatro liberdades fundamentais, liberdade para usar, liberdade para copiar (sem cometer crime de pirataria), liberdade de estudar o funcionamento do programa, e se tiver conhecimento, adaptá-lo as suas necessidades e redistribuí-lo para a comunidade, de modo que todos se beneficiem de sua melhoria. Exemplo: Linux Debian, Big Linux, Ubuntu.

Tipos de Software:

Tipos de Software
Definição
Freeware
é um software gratuito, mas que não é livre (apesar do nome free), pois não disponibiliza o código-fonte e possuem licenças restritivas, proibindo a cópia, a redistribuição não autorizada e a modificação (Lembra das quatro liberdades?). Geralmente estão disponiveis na internet para download e a validade não expira. Exemplo, o jogo de memória da Turma da Mônica é um software freeware.
Shareware (trial)
são programas proprietários com limitações de uso, podendo ser de tempo ou funcionalidades (não ter todas as funções). Também são gratuitos, mas apenas para divulgação, após algum tempo perdem sua validade (não funcionam mais, devendo ser apagado do computador ou comprado do seu fabricante). Num termo mais comum, seria uma “amostra grátis”, uma forma de divulgação do produto, sendo protegido por direitos autorais. Ninguém é obrigado a pagar por seu registro, ao menos, que goste ou queria ficar com este software. Exemplo: Dicionário Inglês-Português UltraLíngua (site baixaxi).
Demo
são softwares para DEMOnstrações, por isso, esse nome demo (não tem nada a ver com o capeta!rsrsr). São softwares para análise, para testar gratuitamente.  O sonho de alguns amigos meus é ser “testador” de jogos. Algumas empresas gastam fortunas desenvolvendo jogos para computador e pagam pessoas para testar e comentar a respeito. Na internet, existem diversos programas que são DEMO, apenas para teste. Também são protegidos por direitos autorais, não são softwares livres, sendo classificados como proprietários, pois pertecem a alguém.Exemplo: Coelho Sabido, no site oficial, tem uma versão gratuita que é DEMO.
Domínio Público
Domínio público é qualquer obra (software, livro, música, etc) que é considerado bem comum (pertecente a todos). No Brasil de acordo com a Lei 9610/98 uma obra entra em dominio público, após 70 anos, da morte do autor ou quando este não deixa herdeiros. Eu particularmente, não conheço nenhum software que seja de domínio público, mas já existem diversas obras literárias e artísticas de carater pública. Ex: Obra de Machado de Assis (em meio digital e escrito).

A filosofia do software livre encontra suas raízes na livre troca de conhecimentos e pensamento. Existem várias licenças que concedem liberdades aos softwares destacando-se a Licença Pública Geral (GPL), atualmente a licença mais utiliza no “mundo livre”. Essa licença explica que ninguém pode pegar um software livre e transformá-lo num software proprietário, pois respeita as quatro liberdades já mencionadas. Noutros termos, buscar lucratividade em algo que foi originalmente gratuito.
É importante destacar que quando se fala em software livre, muitos pensam que este é sinônimo de gratuito, devido a sua origem etimológica do inglês free pode ser traduzido tanto como gratuito e como livre. Assim, software livre não significa software gratuito. Muitos são gratuitos, como forma de divulgar o movimento de software livre. Por exemplo, o Wordpress é um software de criação de blogs, que é livre, mas não é gratuito. Qualquer pessoa pode criar um blog gratuitamente, mas se desejar algumas outras funcionalidades, precisaria pagar para ter acesso (é opcional). Mas não impede de possuir o blog. Por exemplo, este blog Software Livre na Educação é feito no WordPress.com (gratuito), mas existe o wordpress.org (com mais funcionalidades, por exemplo alterar as fontes que é pago).
No Brasil, é um dos poucos países que possuem legislação específica para software. É a lei 9.609 de 20/02/1998, que incluem programas de computador no âmbito dos direitos autorais. A fiscalização é feita pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES).

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.12.


7.     Papel do professor frente as novas tecnologias.

Diante das atuais tecnologias que se apresentam diante de nós, devemos ter um papel diferenciado e desafiador, em relação ao professor dito ‘tradicional’.
Precisamos e devemos construir uma nova identidade profissional para nós. É urgente que, cada escola assuma localmente a função de definir o que e como se faz educação em seu espaço, adequando os programas à sua realidade, definindo metodologias e o projeto político pedagógico.
Para isso é necessário incorporar à nossa lide a função de, em rede e de forma colaborativa, procurar, estudar propor e divulgar uma nova forma de ser para nossas escolas, fazer delas um espaço em que possamos criar e compartilhar soluções para os problemas reais que enfrentamos.
Se isso traz alguma complexidade pela novidade, traz também mais prazer e poder, por certo. Já não basta à escola de Educação Básica o papel de repetidora do que se produz fora dela, de executora de políticas, metodologias e concepções pedagógicas criadas fora dela. Cabe a nós, à escola que somos, em que trabalhamos e vivemos cotidianamente, a decisão do que fazer dentro dela. Não sozinhos, não de forma autoritária e arrogante como o professor de outros tempos que dizia “desta porta para dentro quem manda sou eu”.
O que devemos é buscar em rede, em parceria formas de trocar o autoritarismo arrogante por autoria libertadora, autoria que resulta em conhecimento e autoridade para definir e defender o melhor projeto de escola para aquela realidade.
Uma escola em que seus actantes se formam e aprendem juntos e em rede, tanto conteúdos novos como a produzir inscrições, que enfrenta a própria ignorância e a transforma em saber, aprende a ser capaz de defender seus interesses. Uma escola que olha para si e para aquilo que faz, que transforma o que faz em fatos e artefatos e os troca com outros actantes é capaz de reconhecer a si como produtora de fatos. Uma escola assim tem consciência do que é e do que pode, será capaz de definir sua identidade, de fazer alianças que a defendam e de enfrentar os antagonismos que certamente surgirão.

Fonte: Salto para o Futuro. Educação digital e tecnologias da informação e da comunicação. Ano XVIII – Boletim 18 – Setembro/Outubro de 2008.


8.     Blogs – conceito – importância na educação – tipos de blogs

Definição: seu termo surgiu da contração da expressão inglesa WebLog, é um site cuja estrutura possibilita a inserção de conteúdos de forma bastante prática. Seus conteúdos comumente chamados de posts, podem ser apresentados no formato de texto, imagem, som ou vídeo. Estes conteúdos, que abordam os mais variados temas(arte cultura, economia, política, religião, entretenimento, cotidiano etc.) podem ser elaborados por uma única pessoa, como também por um grupo(que é o caso da equipe I), variando de acordo com filosofia de cada blog. Nos blogs, os posts são normalmente organizados em ordem cronológica inversa ao que são postados, ou seja, o último post aparece no topo do site, sendo seu conteúdo organizado por data de postagem.
Após o frívolo início dos blogs, estes foram rapidamente incorporados por outros grupos sociais se tornando às vezes mais informativos, como os blogs criados por jornalistas; mias informativos, como os blogs mantidos pela comunidade acadêmica de todo o mundo.
Logo ele passou a ter uma outra conotação, chamado de blogosfera, iniciado com a possiblidade de interação com os conteúdos dos blogs, fortalecendo-se na medida em que existiu a possibilidade técnica de vários blogs se interligarem por meio de links.
Seus tipos são dos mais variados possíveis:
·         Edublogues: utilizados pelos educadores como uma rica ferramenta pedagógica.
·         Blogs Pessoais: são blogs particulares onde seus usuários, o utilizam como um diário de bordo.
·         Blogs Temáticos: são aqueles voltados para a reflexão dos conteúdos estudados nas disciplinas.
Curiosidade: o termo Weblog foi criado, em 1997, pelo americano Jorn Barger. Já a abreviação blog foi proposta por Peter Merholz, em 1999, quando desmembrou a palavra Weblog para formar a frase weblog.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.14/15/16.




9.     Políticas Públicas que promovem o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação – objetivos – exemplos.

Educadores são atores privilegiados na escola, que a frequentam cotidianamente, trocam e negociam para dentro e para fora da escola, têm atuação tanto intra-rede como inter-redes, são os porta-vozes tanto da escola frente aos demais actantes da rede-educação como destes em relação aos educandos. É dos actantes que se espera a condução da maior parte dos processos que ali ocorrem, desde as práticas cotidianas à proposição e à execução de propostas de transformação e mudança.
Almeida (2005a, p. 2) afirma que é necessário “desenvolver processos formativos que privilegiem a formação em serviço, com base na reflexão sobre a própria prática (...), para a definição de estratégias de formação a partir das necessidades contextuais dos formandos e criando condições para a autoria coletiva”.
            O atual professor-educador, teve de estar preparado para:

· formação que permita entender a gestão como instrumento para a mudança das relações de poder nas diversas instâncias do sistema educacional;
· domínio das tecnologias de informação e comunicação;
· frequente comunicação com pares e com instituições de ensino e de pesquisa;
· capacidade de manter-se permanentemente atualizado não só em questões educativas e de sua área de conhecimento como também no que se refere à produção científica e cultural;
· visão clara sobre quem são seus educandos(as) e o espaço cultural em que eles se encontram e a escola;
· compreensão dos processos de aprendizagem, de modo a ser capaz de trabalhar com as diferenças individuais e necessidades especiais dos educandos.

Essas são questões básicas, necessárias a um educador que é capaz de ensinar com segurança a seus educandos os conteúdos pertinentes à sua disciplina e de negociar, com seus pares, as interlocuções que criem possibilidades de ações interdisciplinares. Mas isso ainda não o faz um actante capaz de contribuir para que a escola migre de centralmente reprodutora para produtora de saber.
Para tal situação ser possível torna-se necessário a utilização e elaboração de alguns projetos, como:
·         Portal Domínio Público: criado pelo Governo Federal, é uma biblioteca digital gratuita onde professores, alunos, pesquisadores e a população em geral poderão pesquisar e baixar obras literárias, artísticas e científicas, na forma de textos, sons, imagens e vídeos.
·         Objetos Educacionais: promovido pelo Ministério de Educação ( MEC ), é uma base de dados internacional para compartilhamento de recursos educacionais em diversas mídias, tais como áudio, vídeo, animação, jogos, simulação, imagem, hipertexto, softwares educacional etc.
·         Rived: ou Rede Interativa Virtual de Educação, é um programa da Secretaria de Educação a Distância ( SEED ), que tem por objetivo a produção e difusão gratuita de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Ele também realiza a capacitação sobre metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede pública de ensino.
·         Portal do Professor: é um espaço virtual que objetiva subsidiar as práticas educativas no país, criando uma rede de comunicação entre profissionais da área.
·         Formação Proinfo 100 horas – Tecnologia na Educação: blog destinado exclusivamente a fomentação de artigos educacionais na área de tecnologia. O Curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h) visa a oferecer subsídios teórico-metodológico-práticos para que os professores e gestores escolares possam:
a) compreender o potencial pedagógico de recursos das TIC no ensino e na aprendizagem em suas escolas;
b) planejar estratégias de ensino e aprendizagem integrando recursos tecnológicos disponíveis e criando situações de aprendizagem que levem os alunos à construção de conhecimento, à criatividade, ao trabalho colaborativo e resultem efetivamente no desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades esperados em cada série.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.14/15/16.
              Salto para o Futuro. Educação digital e tecnologias da informação e da comunicação. Ano XVIII – Boletim 18 – Setembro/Outubro de 2008.

10.           Internet – níveis de usuários

A Internet deu a seus usuários a capacidade de interação, retirando-os da condição de receptores passivos, característica fundamental aos meios de comunicação tradicionais, tais como a televisão e o rádio. A interação permitiu que os usuários da rede acessassem informações e expressassem suas opiniões sobre estas aumentando o ciberespaço na medida em que navegam nele. Esta interação se concretiza, por exemplo, com a participação em fóruns, listas de discussões e comunidades virtuais, na elaboração de post e comentários em blogs, fotologs e videologs, criando folksonomias, na postagem de vídeos no YouTube e na colaboração com a escrita de verbetes, conceitos e teorias no Wikipedia.
Folksonomia: é um método de categorizar informações e facilitar que outra pessoa a achem. Esta categorização é feita por meio de tags, palavras-chaves que os internautas podem atribuir a um determinado conteúdo, seja ele texto, imagem, com ou vídeo. Exemplos de sites que o utilizam:

Pensar e produzir para as novas mídias é viver as potencialidades do séc.XXI. Tim O’Relly, criador do termo Web 2.0, define os usuários da internet em três níveis:
PRIMEIRO: são aqueles que apenas consomem conteúdos, tornando-se apenas um usuário passivo, não contribuindo para o disseminação do ciberespaço;
SEGUNDO: são aqueles que consomem e contribuem em algum grau informações na rede;
TERCEIRO: são aqueles que consomem, compartilham e editam tais conteúdos.
Estar no estágio três é não apenas ser um consumidor da internet, mas acima de tudo um contribuidor, potencializando a rede, tornando-se um usuário ativos e consciente de seu papel como cidadão, exercendo seu pleno direito de expressão, pensamento e discussão.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.13-14, 87.

11.           Portal Domínio Público – Site Objetivos Educacionais – Rede Interativa Virtual de Educação – Portal do Professor – função – objetivos.

Essas são questões básicas, necessárias a um educador que é capaz de ensinar com segurança a seus educandos os conteúdos pertinentes à sua disciplina e de negociar, com seus pares, as interlocuções que criem possibilidades de ações interdisciplinares. Mas isso ainda não o faz um actante capaz de contribuir para que a escola migre de centralmente reprodutora para produtora de saber.
Para tal situação ser possível torna-se necessário a utilização e elaboração de alguns projetos, como:
·         Portal Domínio Público: criado pelo Governo Federal, é uma biblioteca digital gratuita onde professores, alunos, pesquisadores e a população em geral poderão pesquisar e baixar obras literárias, artísticas e científicas, na forma de textos, sons, imagens e vídeos.
·         Objetos Educacionais: promovido pelo Ministério de Educação ( MEC ), é uma base de dados internacional para compartilhamento de recursos educacionais em diversas mídias, tais como áudio, vídeo, animação, jogos, simulação, imagem, hipertexto, softwares educacional etc.
·         Rived: ou Rede Interativa Virtual de Educação, é um programa da Secretaria de Educação a Distância ( SEED ), que tem por objetivo a produção e difusão gratuita de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Ele também realiza a capacitação sobre metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede pública de ensino.
·         Portal do Professor: é um espaço virtual que objetiva subsidiar as práticas educativas no país, criando uma rede de comunicação entre profissionais da área.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.41-45.

12.           Objetivos - importância do projeto “Um computador por Aluno (UCA).

O UCA – Um Computador por Aluno, agora se transformou em: PROUCA – Programa Um Computador por Aluno, através da Decreto nº 7.243, de 26 de Junho de 2010, que também regulamenta o RECOMPE – Regime Especial de Aquisição de Computadores para uso Educacional, para maiores detalhes sobre esse decreto, acesso a página: PROUCA, neste blog, click no link à esquerda.
Seu objetivo é estritamente educacional utilizando tecnologia, inclusão digital e adensamento da cadeia produtiva comercial no Brasil.
A essência deste projeto se concentra na distribuição gratuita de computadores portáteis para os professores e alunos da educação básica.
Com a implantação do projeto o Governo pretende incentivar a mudança do processo ensino-aprendizagem, possibilitando um maior acesso à informação para os estudantes e suas famílias, já que os equipamentos são dos alunos e podem ser levados para casa e compartilhados com os outros membros da família, reforçando assim a integração entre escola e comunidade.
Articulando esses três atores, aluno, professor e família, o projeto ajuda no atendimento da política nacional de inclusão digital, ao mesmo tempo que apóia o desenvolvimento da indústria brasileira, já que equipamentos foram desenvolvidos em território nacional, e compete às industrias locais a distribuição, o suporte, a manutenção e o desenvolvimento de softwares e conteúdos educacionais.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.44-45.
<http://www.uca.gov.br/institucional/noticiasDecreto7243.jsp>, acessado em 27/11/10, às 03h:45m(A.M.)

13.           Características do leitor contemplativo, leitor movente, leitor imersivo.

L. Contemplativo: se caracteriza pelo acesso à informação através do livro impresso e da imagem estática, expositiva, do desenho, pintura, mapas o partituras. É aquele que tem diante de si objetos e símbolos duráveis, imóveis, localizáveis, manuseáveis. Logo ele se torna um leitor sentado, imóvel, e, por consequinte, centrado.
L. Movente: é o leitor de um mundo em movimento, dinâmico, híbrido, que começa a constituir-se a partir do estímulo de uma profusão de símbolos próprios à paisagem de uma grande cidade. O leitor movente foi se ajustando a novos ritmos da atenção, ritmos que passam com igual velocidade de um estado fixo para um móvel. É o leitor treinado nas distrações do cotidiano, cuja percepção se tornou uma atividade instável, não linear e de intensidades desiguais. É um leitor apressado de linguagens efêmeras, híbridas, misturadas.
L. Imersivo: é um nativo digital, ou seja, nasceu no contexto da cibercultura. É um sujeito que aprendeu intuitivamente a navegar entre nós, fazendo conexões alineares na internet, sem a necessidade de ter roteiros preestabelecidos. O leitor imersivo trata-se, na verdade, de um leitor implodido cuja subjetividade se mescla na hipersubjetividade de infinitos textos num grande caleidoscópico tridimensional onde cada novo nó e nexo pode conter uma outra grande rede numa outra dimensão.


Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.38-39.




14.           Museus Virtuais como Laboratório de Pesquisa em Artes –conceito – importância –


Foi a partir de 1970 que a UNESCO, por intermédio do Conselho internacional de Museus – ICOM, elaborou uma definição do que seria um museu e sobre quais deveriam ser suas responsabilidades. Segundo a UNESCO, “um museu é uma construção que visa lucro, instituição permanente a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, é aberto ao público que adquire, conserva pesquisa, comunica e exibe, para propósitos de estudo, educação e prazer, as evidências materiais do homem e do ambiente”(ICOM, 1974).
A pesquisadora Ana Mae Barbosa, na década de 90, implantou o primeiro projeto de arte educação no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/SP), baseando-se na Proposta Triangular.
Os museus digitais se destacam pela forma que democratizam seu acesso, já que museus físicos precisam necessariamente do deslocamento do corpo até a instituição, inviabilizando muitas vezes sua utilização por um número muitíssimo grande de escolas.
Existem, basicamente, três categorias de site museológicos:
·         Site de Divulgação: este tipo funciona como uma ferramenta de comunicação e de marketing com propósito de apenas divulgar o museu, tentando assim captar um maior número de visitantes para seu espaço físico. Apesar desse tipo de site não ser considerado como um museu é o tipo mais comum encontrado na rede;
·         Museu Virtualizado: este tipo de site configura-se pela virtualização dos acervos museológicos através da digitalização de suas obras, que migram para um site compondo assim exposições virtuais. Do ponto de vista educativo são site muito ricos e podem ser explorados de várias formas pelos educadores;
·         Museu Virtual: neste caso existe uma relação direta entre o acervo do museu virtual e o do museu físico, mas são acrescentados elementos de interatividade que envolvem o visitante. Às vezes, o museu reproduz os conteúdos expositivos do museu físico e, em outros casos, o museu virtual é bem diferente do museu físico. A interavidade é a alma desse tipo de site de museu, pois permite que o público possa interagir com e no museu.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.50-53.

15.           Atelier de artes – conceito – importância-

O atelier de artes visuais é um ambiente que deve estimular a criatividade, as habilidades técnicas, o pensamento crítico e a disciplina. O resultado prático produzido nos ateliês também gera conhecimento teórico se o educador estiver sempre disposto a avaliar junto com seus alunos os trabalhos criados, fazendo uma leitura critica do que foi produzido, fortalecendo a tríade processo-produto-processo. Este atelier deve ser estimulado, desafiado, confrontado, para que possa enriquecer-se nas sua próipias experiências. É o momento onde o aluno expressa seus desejos, anseios e posturas diante do mundo. É o uso constante da Proposta Triangular, que além de apreciar e contextualizar as obras, é importante ter a possibilidade de produzir artisticamente.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.59.


16.           O que é Creative Commnos?

O termo foi dado pelo artista e programador Don Hopkins, que incluiu a expressão “Copyleft – all rights reversed.” A frase ‘Creative Commnos’ é um trocadilho com expressão “copyright – all rights reserved.” Usada para afirmar direitos autorais.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.67.


17.           Web 2.0 – conceito – níveis.

O termo Web 2.0 refere-se a uma segunda geração de serviços na rede mundial de computadores, combo blogs, redes sociais, wikis etc. o portal YouTube é, por exemplo, um dos produto mais populares e difundidos da Web 2.0.
Os usuários da internet em três níveis:
PRIMEIRO: são aqueles que apenas consomem conteúdos, tornando-se apenas um usuário passivo, não contribuindo para o disseminação do ciberespaço;
SEGUNDO: são aqueles que consomem e contribuem em algum grau informações na rede;
TERCEIRO: são aqueles que consomem, compartilham e editam tais conteúdos.
Estar no estágio três é não apenas ser um consumidor da internet, mas acima de tudo um contribuidor, potencializando a rede, tornando-se um usuário ativos e consciente de seu papel como cidadão, exercendo seu pleno direito de expressão, pensamento e discussão.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.87.

18.           Softwares Kompoze – conceito – importância

Conceito: é um software livre, open source.
Importância: é utilizado para a criação de sites(sítios), utilizando uma linguagem baseada no WYSIWYG, ou seja, o que você vê é o resultado final. Seu formato padrão está em inglês, mas é possível baixar um pack(pacote), via internet, e passa-lo para português.
Dowload: <http://www.kompozer.net/download.php>
<http://sourceforge.net/apps/mediawiki/kompozer/index.php?title=Main_Page>

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.88,89.


19.           Objetivos do curso Tecnologias na escola 3

·         Desenvolver bases conceituais para reflexão sobre o uso das tecnologias computacionais esperando-se que o cursista tenha condição de interpretar seus efeitos sociais;
·         Ampliar a competência analítica para avaliar as novas mídias, com foco em seu uso pedagógico;
·         Aprender a conceber projetos pedagógicos na área de arte-educação com uso do computador;
·         Conhecer novos métodos de utilização da informática como recurso didático para pesquisa à arte;
·         Utilizar o computador como ferramenta de produção e difusão de informações relacionadas à arte;
·         Experimentar as nova tecnologias computacionais como forma de expressão artística.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.07


20.  Wikis – conceitos e característica

Wikis: são páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores.
Características:
·         funciona como uma biblioteca digital interativa, onde todos podem contribuir;
·         ela aceita vários idiomas;
·         pode-se determinar vários temas a serem abordados de forma coletiva;
·         escolhido o tema, o usuário monta a sua estrutura, criando tópicos e sub-tópicos.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.18.





21.  Impacto- vantagens e desvantagens das tecnologias de informação e comunicação na escola contemporânea

Qual o impacto das TIC´s na educação?
Essa pergunta tenta, responder a duas incógnitas: quais as tecnologias incorporar e como introduzi-las no ambiente escolar.
Refletir sobre estas questões é pensar nos aspectos ideológicos, políticos, econômicos que envolve a educação.
No campo ideológico, precisamos refletir sobre as implicações filosóficas da inserção dessas novas tecnologias no ambiente educacional. É necessário construir uma nova visão do processo de construção do conhecimento, uma nova pedagogia, para que haja um abertura voltada para uma mudança metodológica e dos papéis dos agentes envolvidos na educação.
Para que haja uma real inserção das tecnologias no contexto da educação é fundamental que também haja uma reflexão sobre as responsabilidades do Governo e das demais Organizações Não Governamentais para a construção de um ambiente educacional onde as tecnologias sejam uma realidade construtiva e realmente democrática.
Em termos pedagógicos para introduzir eficientemente as novas tecnologias no ambiente educacional é fundamental começar a pensar em novas metodologias e, por conseguinte, um novo currículo.
A inovação requer, para o seu próprio aprimoramento, a participação, o interesse e o envolvimento de um coletivo escolar. É preciso ter motivação, curiosidade, vontade e criatividade para estar sempre aberto para aprender e buscar novas soluções pedagógicas. A escola obterá ganhos significativos se estiver disposta a procurar constantemente uma melhor forma de combinar as habilidades e competências humanas e as potencialidades das novas tecnologias, criando assim condições para uma interação inteligente, visando um melhor desenvolvimento pessoal de todos os envolvidos neste processo educativo.

Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.31-35.


22.  Inclusão digital – conceito – importância

Inclusão digital: A expressão nasceu do termo “digital divide”, que em inglês significa algo como “divisória digital”. Hoje, a depender do contexto, é comum ler expressões similares como democratização da informação, universalização da tecnologia e outras variantes parecidas e politicamente corretas. Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores.
Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná–las a utilizá–lo em benefício próprio e coletivo. Induzir a inclusão social a partir da digital ainda é um cenário pouco estudado no Brasil, mas tem à frente os bons resultados obtidos pelo CDI no País, cujas ações são reconhecidas e elogiadas mundialmente. Inclusive, por vários estudiosos consultados pela reportagem, que costumam classificar as ações do Comitê como exemplo em palestras mundo afora.


23.  Exclusão digital – conceito –

Alguns termos definem a presente situação de exclusão digital, as expressões infoexclusão e apartheid digital, por exemplo, são definidas por alguns pensadores como a exclusão de oportunidades de acesso às novas tecnologias da comunicação e informação. Outros tomaram a idéia de infoexclusão com um significado bem mais amplo e a definem como todo e qualquer tipo de exclusão informacional que uma pessoa ou grupo social possa estar submetido.
A problemática da exclusão digital apresenta-se como um dos grandes desafios deste início de século, com importantes conseqüências nos diversos aspectos da vida humana na contemporaneidade. As desigualdades há muito sentidas entre pobres e ricos entram na era digital e tendem a se expandir com a mesma aceleração novas tecnologias.
Pierre Lévy, filósofo francês, pensador da área de tecnologia e sociedade, afirmou que: “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Com essa afirmação não está atacando a tecnologia, mas quer lembrar que, por exemplo, antes dos telefones não existiam pessoas sem telefone, do mesmo modo que de se inventar a escrita não existiam analfabetos.
Apenas o acesso às mídias e tecnologias de informação e comunicação não são o suficiente para assegurar aos cidadãos a efetivação de seus direitos e o exercício de uma cidadania plena, no entanto, o não acesso agrava ainda mais o quadro de exclusão e desigualdade social.
Na atualidade o mercado de trabalho procura por um novo tipo de trabalhador, que deve ser alguém com capacidade de aprendizagem constante, que se adapte a mudanças com facilidade, que saiba trabalhar em grupo e que domine a linguagem das novas tecnologias de comunicação e informação. Dessa forma, o profissional hoje requerido deve ser alfabetizado não apenas nas letras, mas também do ponto de vista digital.

Fonte: <http://www.infoescola.com/sociologia/exclusao-digital/>. Acessado em 27/11/10; às 05h:01m(A.M.)

Clique no vídeo e sinta o que é ser um analfabeto tecnológico, independente do tempo, da cultura e do seu povo:

video


24.  Habilidades que precisamos desenvolver para ler adequadamente no ciberespaço

Em resumo: as máquinas de hoje, os modernos microcomputadores, e por extensão, os sistemas informatizados em geral, nos trazem:
a) - uma relação diferente com o objeto técnico, apoiada na experimentação, na errância;
b) - uma relação na qual não mais faz sentido a ideia de uma representação que antecede a ação a ser desenvolvida: como afirma Pierre Lévy (1993), não se trata agora do sujeito cognitivo que interage com a máquina-objeto; ele não representa algo exterior a si, para orientar sua ação, pois é no acoplamento imediato com a máquina que as decisões ocorrem;
c) - a ocorrência de uma relação usuário / máquina onde se desenvolve um regime cognitivo determinado: na medida em que informações são interpretadas e utilizadas pelo usuário, estas atualizações operam sobre o indivíduo, que, pelo próprio acoplamento nas interfaces com a máquina, a partir das diversas possibilidades oferecidas, se renova e se modifica, desenvolvendo e participando ele mesmo, de um processo criativo contínuo e imprevisível;
d) - uma nova forma de possibilitar a construção e elaboração do conhecimento, (diferente das tradicionais, baseadas na teoria ou na experimentação prática), resultante de características próprias das novas tecnologias: a simulação em mundos virtuais de determinados mecanismos e processos, permitindo a reprodução e o controle de processos onde diversos parâmetros podem ser modificados, verificando-se os resultados, discutindo-se e analisando-se as conseqüências dessa variação; a simulação em mundos virtuais problematiza situações, promovendo a invenção criativa.

Fonte: <http://edutec.net/Textos/Alia/PROINFO/prf_txtie04.htm.> Acessado em 27/11/10; às 06h:00m(A.M.)

25.  Tipos de leitores no ciberespaço segundo Santaella – contemplativo – movente – imersivo

L. Contemplativo: se caracteriza pelo acesso à informação através do livro impresso e da imagem estática, expositiva, do desenho, pintura, mapas o partituras. É aquele que tem diante de si objetos e símbolos duráveis, imóveis, localizáveis, manuseáveis. Logo ele se torna um leitor sentado, imóvel, e, por consequinte, centrado.
L. Movente: é o leitor de um mundo em movimento, dinâmico, híbrido, que começa a constituir-se a partir do estímulo de uma profusão de símbolos próprios à paisagem de uma grande cidade. O leitor movente foi se ajustando a novos ritmos da atenção, ritmos que passam com igual velocidade de um estado fixo para um móvel. É o leitor treinado nas distrações do cotidiano, cuja percepção se tornou uma atividade instável, não linear e de intensidades desiguais. É um leitor apressado de linguagens efêmeras, híbridas, misturadas.
L. Imersivo: é um nativo digital, ou seja, nasceu no contexto da cibercultura. É um sujeito que aprendeu intuitivamente a navegar entre nós, fazendo conexões alineares na internet, sem a necessidade de ter roteiros preestabelecidos. O leitor imersivo trata-se, na verdade, de um leitor implodido cuja subjetividade se mescla na hipersubjetividade de infinitos textos num grande caleidoscópico tridimensional onde cada novo nó e nexo pode conter uma outra grande rede numa outra dimensão.


Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.38-39.


26.  Motivos para criar um blog segundo Betina Von Staa

Sete motivos para um professor criar um blog, de acordo com Betina Von Staa:

1-     É divertido
É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários. 
2-     Aproxima professor e alunos
Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.
3-     Permite refletir sobre suas colocações
O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.
4-     Liga o professor ao mundo
Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço.  Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.
5- Amplia a aula
Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.
6-     Permite trocar experiências com colegas
Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)
7-     Torna o trabalho visível
Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?

Fonte: <http://www.educacional.com.br/articulistas/betina_bd.asp?codtexto=636>, acessado em 27/11/10, às 07h:00(A.M.)

27.  Método comparativo – método multipropósito.

Método Comparativo: criado por, Edmund Feldman(1970). É o trabalho que envolve o conhecer, o apreciar e o fazer através da comparação entre várias obras de arte de diversos períodos para que o aluno perceba as diferenças e as similaridades. Esse estudo centra-se nos elementos da obra de arte e o desenvolvimento critico é o cerne da metodologia. No entanto, ao centrar seu trabalho no desenvolvimento critico, Feldman não nega o desenvolvimento da técnica e da criação.
      De acordo com Feldman, quando o educando entra em contato com a obra de arte, ele deve descrever, ao observar o que vê, analisar; ao significar, interpreta; e ao decidir acerca do valor, julga.
      Método Multipropósito: criado por, Robert Saunders(1984). É um programa de ensino de arte onde o fazer se dá em função da leitura da obra de arte, articulada com outras áreas do conhecimento de maneira interdisciplinar. Este método é posto em prática a partir do momento que o educador de arte estabelece um objetivo a ser atingido pelo educando. Ao escolher uma determinada obra de arte para se estudada, ele deve ter claro quais foram os propósitos que orientaram a escolha e quais são os objetivos a serem alcançados. O passo seguinte seria a elaboração de um roteiro contendo os itens: informações sobre o artista, descrição, interpretação e exercício de aprendizagem. Para cada um dos itens, o educador deve propor questões para que os alunos possam se aproximar da obra, fazendo a leitura dos seus aspectos constitutivos para finalmente se expressarem, formalmente, através de objetos bi ou tridimensionais.
Fonte: CAMPELLO, Sheila Maria Conde Rocha e GUIMARÃES, Leda Maria de Barros(org.). Módulo 18: Tecnologia Contemporânea na Escola 3. Brasília: LGE Ed.2010. p.49/50.

Obs: Não esqueça: uma leitura consistente, com anotações sistemáticas no caderno didático é importante. O roteiro acima não substitui o estudo do caderno e a participação nos fóruns.

Considerações Finais
Este módulo XVIII vem nos fazer uma retrospectiva das antigas TIC´s para as atuais, nos colocando diante de um mundo contemporâneo, que esta vivenciando uma era tecnológica, à qual não fazemos ideia de onde irá parar, quais serão as suas evoluções e implicações sociais globais.
O que nos faz retroceder aos primórdios da escrita em papiros a imprensa Gutenberg. Ao surgimento dos primeiros livros da introdução de uma sinergia de fatores que contribuíram para a big-bang da história escrita e falada.
Nesse mundo sinergético, passamos da comunicação escrita, para a sonora, através da criação do telefone, por Antonio Santi Giuseppe Meucci (Florença, 13 de abril de 1808Nova Iorque, 18 de outubro de 1889) italiano. Estudou na Academia de Belas Artes da capital de Toscana. Mas muitos cientistas não deram o devido crédito em sua invenção, achavam mais parecido com um brinquedo de criança, não acreditavam que iria substituir o telégrafo, o meio tecnológico, mais avançado da época.
 E mundo estava se estreitando cada vez mais, as distâncias, antes medidas em léguas, agora eram medidas em quilômetros. Surgi então outra tecnologia, como forma de comunicação e entretenimento, através das ondas sonoras. E em pleno séc.XIX(1895) o inventor e cientista italiano Guglielmo Marconi, nascido em 1874 na cidade de Bolonha, cria o rádio.
E o tempo que não para e a cada década ele urge, com o advento de novas tecnologias e pensamentos, faz surgir um novo aparelho, que se apropriava das ondas sonoras e visuais, para transmitir informação e entretenimento à sociedade. Em 1923 Vladimir Zworykin registra a patente do tubo iconoscópico para câmaras de televisão, o que tornou possível a televisão eletrônica. Os primeiros prgramas de tv eram exatamente iguais aos de rádio e foram necessário décadas para que a tv descobrisse sua própria linguagem.
Cada uma destas novas tecnologias, rádio, tv, telefone, etc., afastadas da palavra escrita, não erradicaram o livro, o jornal ou o texto impresso em geral, mas acharam seu nicho, sua linguagem e seu público. Cada uma destas, também, evoluiu para formas, custos e aplicações muito diferentes e bem mais amplas do que seus criadores haviam previsto inicialmente.
Mas o que isso representa para a educação? O conhecimento? Para as ecolas? Provavelmente uma reavaliação, uma atualização e redimensionamento do currículo contemporâneo se faz necessário, de modo a estabelecer novas vertentes para o ensino, onde os paradigmas tradicionais de ensino-aprendizagem, possam tomar rumos mais desafiadores e esclarecedores.
Nesse momento nos encontramos diante de uma nova fronteira, onde o novo esta em constante mutação, e o antigo, nem sempre é antigo, confundindo-se inúmeras vezes com o atual. Passado e presente se misturam, diante da construção de um futuro, onde a barreira do tempo e da distância, foi vencida. Podemos estar simultaneamente em contato com os cinco continentes, com milhares de pessoas, e, isso em tempo real. É o surgimento das novas TIC´s, onde o que é ofertado à sociedade, não possui mais barreiras, não se fala mais em comunidades localizadas, mas sim, em globalização. Todos juntos em um único ponto. A utilização simultânea das mídias, como o computador e a internet, fizeram a humanidade dá um grande salto ao futuro. Precisamos estar preparados, para podermos saber como conduzir esse conhecimento, de forma dinâmica, pacifica e organizada dentro de uma pluralidade social. Novamente cabe a nós professores, dar conta desse recado, estando sempre à frente dos nossos educandos, introduzindo novas metodologias, estabelecendo diretrizes e comportamentos, onde ambos: professor e educando, irão aprender e construir mutuamente.
Prof. Marcelo Xavier Travassos.
Esp.Mídias na Educação

Um comentário:

  1. É muito engraçado a forma como abordaram esse tema na Era Medieval (video HelpDesk Medieval) , assim como o livro era algo estranho para eles,hoje para muitos o medo que temos é em relação ao COMPUTADOR/INTERNET.
    Assim, como eles superaram esse medo, nós professores também teremos capacidade de vencer os obstáculos e utilizar mais dessas novas ferramentas.

    Prof. Janine Ornelas -
    artesvisuaisunai2.blogspot.com

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